A praia me traz lembranças de ti. Me lembra de como vc é leve e calma, como já diria Lenine: toda ela bela/tudo nela chama. Me lembra de como o teu cabelo é liso igual ao meu, como ele se movimenta tão facilmente e tão leve como você... quase voa. É tão linda quando reclama das coisas, como reclama do calor e se lamenta de qualquer coisa que te irrita. É mágica a forma que você se concentra, franzindo o cenho e mordendo os lábios, tentando quase alcançar a orelha alargada. A bronca que dá no cachorro, seguida de carinhos e beijos cheios de braços, me faz querer ao menos por um dia, ser aquele animal, que sempre deita no teu colo e fica do teu lado e que por você é constantemente fotografado. E os teus olhos já naturalmente pequenos, ficam cada vez mais expremidos principalmente quando você ri das besteiras que eu falo, das fotos que eu não posso ver. O seu suor vai derramando sobre a tua nuca e o cabelo vai grudando e, mais uma vez, você reclama e os puxa pra tras e pra frente e tão inquieta, como sempre... passa também pelas suas sardas tão clarinhas, quase inperceptíveis, que só da pra ver bem de pertinho... até chegar nos teus lábios e você lambê-lo, o que me faz pensar que não há como seu suor ser salgado como todos os suores... deve ser docinho docinho. Nesse calor todo, eu ofereço cerveja pra todo mundo e você com aquela cara engraçada já quase no por favor, caindo na gargalhada... e quando eu dou você olha pra cima e louva... eu sei que você gosta de dar essas talagadas mais do que ninguém. Olha, eu sei que é brega mas... você é a minha praia. O risco da tua coluna com aqueles dois furinhos em baixo é uma obra prima... eu juro que é.
E você fica mais perfeita ainda de cabelo molhado.
E o melhor de tudo... você tem o par de ombros mias perfeitos da face da Terra.
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