Sentia de novo a vontade que já não tinha mais.
Se não o tivesse visto antes de sair de casa, não teria sentido... jamais iria cair em tentação e ser tomada por tal confusão sentimental.
Queria vê-lo novamente.
As mesmas roupas de sempre, algumas rasgadas.
Me empresta o que eu te pedi, que te faço aquele café que você tanto gosta.
Havia agora entre eles a maior frieza e o silêncio, em todo o tempo em que se conheciam.
Calados pelo medo de que uma palavra dita poderia deixá-los sem jeito... por toda a indelicadeza de seus atos e suas conseqüências quase fatais... fatais para o coração, apenas... somente no sentido figurado... em outro plano... em outra dimensão, talvez na décima quinta.
Foram embora e seguiram seus caminhos, os mesmos de todos os dias, tão próximos e iguais ainda que tãodistantes e distintos.
Agora eles estavam congelados ou suas cinzas haviam sido jogadas ao vento... quando já não se vale mais a pena insistir em algo que, de fato, nunca existiu.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Espaço
Tinha algumas possibilidades: deixar cair pela janela em plena dimensão atmosférica e cair no chão? Quais seriam as consequências, eu não sei, poderia ir direção ao solo, mas sem deixar que realmente caísse espatifada, mas sim voltar ao céu, em direção a uma viagem interplanetária. Poderia cair no chão da quadra e fazer um gol, a piscina também acolheria minha queda, em suas mornas águas, que pareciam me chamar diretamente para dentro delas. Podia ao invés de tudo isso, ser atacada pelo cachorro, que parecia estar tranquilamente aconchegado, na sala em cima do sofá, ele parecia muito dócil, mas algum motivo me levava a pensar tal hipótese. Estava nessa nêura, de imaginar como poderia morrer. Senti uma necessidade de escrever tudo aquilo, apesar de parecer estranho.
A brisa batia como se estivesse molhando toda a superfície do meu rosto. Talvez o motivo que me fazia sentir toda aquela vontade de imaginar como iria morrer, era o fato de eu estar no ultimo andar, praticamente pendurada na janela, me apoiava com força na rede, mas ao mesmo tempo sentia medo de que ela arrebentasse, e eu caísse, não que eu seja depressiva e suicída, mas era assim que me sentia, não estava com vontade de me matar, não. O cheiro do vento me trazia um cheiro antigo, de uma época em que eu nunca estive embora quisesse estar, um cheiro misturado do mar da areia do sol e do céu. Qual lugar seria esse e de qual época ele seria? Seria melhor realmente escrever, mas parecia algo fora do normal. Não havia movimento nenhum. Era gelado. A dor de garganta parecia me fazer sangrar, assim como os erros de português, que me apavoravam, saindo muitas vezes até da minha própria boca. Voltando, acho melhor ir embora, prometi aos meus amigos que iria voltar. Então resolvi: vou, mas volto. Já estou me esquecendo de tudo, pense positivamente, decida a hora que quiser parar de pensar essas babaquices e tente lembrar de tudo na hora de escrever. Passei pela porta da sala e encarei o cachorro novamente, confortada pela sua presença e ao mesmo tempo percebendo que ele tinha sede pela morte, pela minha morte especificamente. Cachorro louco.
Ao esperar o elevador, ouvi a música que tocava no apartamento ao lado. O barulho do elevador me assustava, afinal, estava no ultimo andar, ao lado da casa de maquinas. Dentro do elevador estava pensando o que me faria realmente estar sentindo vontade de ir para casa? Estaria querendo escrever, do fundo da minha mente e do corpo? Acho que não, afinal, iria esquecer tudo e foder todo o plano, ou poderia a ser a fuga daquele lugar, que me provocava sensações horríveis, amargurada por um motivo que eu não sei, deixa ver no que vai dar e me direi a provável verdade. O elevador parou 3 andares abaixo, enquanto agora, pareço escrever como um robô, talvez um dos efeitos que provocou em mim. Entrou uma mulher amassada, pequenininha, adivinha o que ela carregava no colo? Um cachorro. Não parecia estar com sede pela morte, mas sim por sexo. Mas que cachorro tarado! Por incrível que pareça, da mesma raça que a minha cadela. O cachorro cheirava em mim, e a mulher pequena também fungava, o que aconteceu comigo? Eles perceberam? Assim como o cachorro talvez percebeia o cheiro de outros dois caninos? Não sei. Entrou outra mulher no elevador, dessa vez, já havia visto aquela mulher, talvez na padaria, não sei.
- Ta sentindo cheiro do que? fala que é da pipoca, ein?
- Acho que é que a Lilí ta no cio, então, ele fica louco. - a mulher também fungava acho que o problema era eu, mesmo, afinal aonde uma mulher estranha nesse bloco, iria passar despercebida. Quem é essa louca, afinal? Agora entrou um homem, como se fosse um funcionário, mas não era. Ele fungava também. Mas que cacete!!! Desse jeito, se alguém descobrir, eu vou ser presa. E no exato momento em que escrevo, pareço realmente um robô enfurecido.
Passei pela garagem e entrei no elevador do meu bloco, vejo conhecidos passando, extremamente apressados. Tentava lembrar o começo de toda essa confusão, para escrevê-la. Cheguei em casa, vi a empregada arrumando as coisas e cantando uma música, que seria exatamente a mesma que tocava quando saí de casa. Meu Deus, essas mulheres não se cansam!
Agora se concentre. "Tente eliminar o cheiro, de alguma forma, escreva isso rápido e desca, como você prometeu aos seus amigos." Passeei um perfuminho, lavei as mãos e já pensava novamente, que tinha que escrever tudo aquilo, apesar de que ninguém iria entender. Por que diabos eu queria escrever essa merda? O título, eu juro que tinha lembrado, mas já esqueci, talvez não teria colocado, falo isso porque sei que vou pôr. "O que vou comer agora? Deixa euver. Bolo de laranja...três pedaços e já começo a escrever...estou fazendo muita sujeira, rasguei o saco do bolo. Foda-se, embrulho no papel alumínio e já era. Tenho que ir logo, mas talvez nem escreva, não vai dar tempo, mesmo...três bisnaginhas e pronto."
Chego no quarto e começo a tentar me recordar de tudo, desanimada por não lembrar absolutamente nada do que tinha acontecido. Deu tudo errado. É melhor deixar sem título, que coisa escrota. E agora estou escrevendo. Estava pensando, se podia postar junto com a versão sem correção, afinal, escrevi muito rápido e não coloquei nenhum a virgula ou outra coisa, para que possam entender melhor o meu propósito, e o que havia acontecido. Agora acabou, porque foi aqui quando parei, e decidi que tinha que escolher uma hora em que deveria parar de pensar, para poder lembrar de tudo e escrever. Affe, que lixo.
Entenda como quiser. ou não.
A brisa batia como se estivesse molhando toda a superfície do meu rosto. Talvez o motivo que me fazia sentir toda aquela vontade de imaginar como iria morrer, era o fato de eu estar no ultimo andar, praticamente pendurada na janela, me apoiava com força na rede, mas ao mesmo tempo sentia medo de que ela arrebentasse, e eu caísse, não que eu seja depressiva e suicída, mas era assim que me sentia, não estava com vontade de me matar, não. O cheiro do vento me trazia um cheiro antigo, de uma época em que eu nunca estive embora quisesse estar, um cheiro misturado do mar da areia do sol e do céu. Qual lugar seria esse e de qual época ele seria? Seria melhor realmente escrever, mas parecia algo fora do normal. Não havia movimento nenhum. Era gelado. A dor de garganta parecia me fazer sangrar, assim como os erros de português, que me apavoravam, saindo muitas vezes até da minha própria boca. Voltando, acho melhor ir embora, prometi aos meus amigos que iria voltar. Então resolvi: vou, mas volto. Já estou me esquecendo de tudo, pense positivamente, decida a hora que quiser parar de pensar essas babaquices e tente lembrar de tudo na hora de escrever. Passei pela porta da sala e encarei o cachorro novamente, confortada pela sua presença e ao mesmo tempo percebendo que ele tinha sede pela morte, pela minha morte especificamente. Cachorro louco.
Ao esperar o elevador, ouvi a música que tocava no apartamento ao lado. O barulho do elevador me assustava, afinal, estava no ultimo andar, ao lado da casa de maquinas. Dentro do elevador estava pensando o que me faria realmente estar sentindo vontade de ir para casa? Estaria querendo escrever, do fundo da minha mente e do corpo? Acho que não, afinal, iria esquecer tudo e foder todo o plano, ou poderia a ser a fuga daquele lugar, que me provocava sensações horríveis, amargurada por um motivo que eu não sei, deixa ver no que vai dar e me direi a provável verdade. O elevador parou 3 andares abaixo, enquanto agora, pareço escrever como um robô, talvez um dos efeitos que provocou em mim. Entrou uma mulher amassada, pequenininha, adivinha o que ela carregava no colo? Um cachorro. Não parecia estar com sede pela morte, mas sim por sexo. Mas que cachorro tarado! Por incrível que pareça, da mesma raça que a minha cadela. O cachorro cheirava em mim, e a mulher pequena também fungava, o que aconteceu comigo? Eles perceberam? Assim como o cachorro talvez percebeia o cheiro de outros dois caninos? Não sei. Entrou outra mulher no elevador, dessa vez, já havia visto aquela mulher, talvez na padaria, não sei.
- Ta sentindo cheiro do que? fala que é da pipoca, ein?
- Acho que é que a Lilí ta no cio, então, ele fica louco. - a mulher também fungava acho que o problema era eu, mesmo, afinal aonde uma mulher estranha nesse bloco, iria passar despercebida. Quem é essa louca, afinal? Agora entrou um homem, como se fosse um funcionário, mas não era. Ele fungava também. Mas que cacete!!! Desse jeito, se alguém descobrir, eu vou ser presa. E no exato momento em que escrevo, pareço realmente um robô enfurecido.
Passei pela garagem e entrei no elevador do meu bloco, vejo conhecidos passando, extremamente apressados. Tentava lembrar o começo de toda essa confusão, para escrevê-la. Cheguei em casa, vi a empregada arrumando as coisas e cantando uma música, que seria exatamente a mesma que tocava quando saí de casa. Meu Deus, essas mulheres não se cansam!
Agora se concentre. "Tente eliminar o cheiro, de alguma forma, escreva isso rápido e desca, como você prometeu aos seus amigos." Passeei um perfuminho, lavei as mãos e já pensava novamente, que tinha que escrever tudo aquilo, apesar de que ninguém iria entender. Por que diabos eu queria escrever essa merda? O título, eu juro que tinha lembrado, mas já esqueci, talvez não teria colocado, falo isso porque sei que vou pôr. "O que vou comer agora? Deixa euver. Bolo de laranja...três pedaços e já começo a escrever...estou fazendo muita sujeira, rasguei o saco do bolo. Foda-se, embrulho no papel alumínio e já era. Tenho que ir logo, mas talvez nem escreva, não vai dar tempo, mesmo...três bisnaginhas e pronto."
Chego no quarto e começo a tentar me recordar de tudo, desanimada por não lembrar absolutamente nada do que tinha acontecido. Deu tudo errado. É melhor deixar sem título, que coisa escrota. E agora estou escrevendo. Estava pensando, se podia postar junto com a versão sem correção, afinal, escrevi muito rápido e não coloquei nenhum a virgula ou outra coisa, para que possam entender melhor o meu propósito, e o que havia acontecido. Agora acabou, porque foi aqui quando parei, e decidi que tinha que escolher uma hora em que deveria parar de pensar, para poder lembrar de tudo e escrever. Affe, que lixo.
Entenda como quiser. ou não.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
#2
Desde o momento em que nascemos inicamos uma longa jornada. Mesmo sem saber aonde vai dar tudo isso, aonde chegaremos, independente do que diz qualquer religião, se há vida após a morte ou nao, se vamos para o céu ou para o inferno, se o que fazemos ao longo de nossas vidas, é certo ou errado...a gente vai vivendo. Se parassemos para pensar chegariamos a uma conclusão não muito difícil de ser feita: o rumo da nossa vida é a morte, é o objetivo da vida, o que procuramos a vida inteira é a morte. Claro que nao sou a única e nem a primeira pessoa a perceber isso, por isso digo que é uma conclusão bem fácil de se tirar. Então quer dizer que por isso vamos foder tudo, se matar e estragar com a vida antes que ela chege ao seu fim natural? A vida foi feita pra viver, é obvio que você morre no final... TEM que morrer. Se tem que morrer, deixa de ser morto antes do tempo e vá viver a vida... antes que ela te mate, rapaz!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Só no pensamento
Se eu paro pra pensar, o melhor que posso fazer é pensar. Nao existe nada abaixo do pensamento e nem acima, nem melhor e nem pior. O pensamento é a única certeza que temos, de tudo nessa vida... a única certeza até mesmo de que ESTAMOS vivos.
Tudo o que tem no mundo que a natureza não possa nos dar é, certamente, fruto dos nossos pensamentos.
Quanto mais penso, mais penso... simplesmente é algo inevitável, não da pra escolher não pensar e pronto. Os problemas não se resolvem sozinhos e quanto mais penso, não consigo achar soluções para nada, apenas mais pensamentos e mais problemas. Por mais que você tenha onde colocá-los, exclui-los fácil assim da mente, é algo impossível. E é aí que você pensa: "tenho tanta coisa pra pensar, pra dizer, pra escrever... por mais que não consiga colocá-las em papel algum, tenho mais que tudo na vida, muito o que escutar."
E coisas geniais, começam a surgir na cabeça e você fica louco, de tanto pensar, e não consegue encontrar uma forma de extrair tudo isso de si.
É uma pena que tenho coisas geniais MESMO pra dizer e escrever e eu não consiga, pelo menos ao meu ver. Chega uma hora que não dá mais! Você tem que colocar pra fora, de alguma forma, mesmo que seja horrível, meio embaçado, algo que ninguém consegue entender, nem você mesmo. Mesmo que não signifique merda nenhuma, não dá pra ficar dando voltas em torno de si sem achar uma saída.
E é sem significado nenhum, que começo a expor minhas (vazias) ideias, repletas de nada.
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