Sentia de novo a vontade que já não tinha mais.
Se não o tivesse visto antes de sair de casa, não teria sentido... jamais iria cair em tentação e ser tomada por tal confusão sentimental.
Queria vê-lo novamente.
As mesmas roupas de sempre, algumas rasgadas.
Me empresta o que eu te pedi, que te faço aquele café que você tanto gosta.
Havia agora entre eles a maior frieza e o silêncio, em todo o tempo em que se conheciam.
Calados pelo medo de que uma palavra dita poderia deixá-los sem jeito... por toda a indelicadeza de seus atos e suas conseqüências quase fatais... fatais para o coração, apenas... somente no sentido figurado... em outro plano... em outra dimensão, talvez na décima quinta.
Foram embora e seguiram seus caminhos, os mesmos de todos os dias, tão próximos e iguais ainda que tãodistantes e distintos.
Agora eles estavam congelados ou suas cinzas haviam sido jogadas ao vento... quando já não se vale mais a pena insistir em algo que, de fato, nunca existiu.
Nipe Paula Coelho!
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